Carinho

Estar só é bom apenas em alguns momentos. Não é sempre que prefiro estar assim. Se não fico rodeada de amigos me deprimo. Amigos são uma família que escolhi. São eles que massageiam minha alma, me enchem de alegria. Somos parecidos. É como se em algumas vezes funcionassem como reflexo do meu eu. Com eles percebo que não sou anormal. São minha tribo. Combinamos em bastante coisa. Amo meus amigos e nossos momentos regados a livros, filmes e música.

Delicioso receber telefonemas de amigos queridos. Aliás, amo receber e dar telefonemas, amo estar em contato. Tem coisa mais encantadora e charmosa quanto receber uma carta? É raro, mas adoro quando as recebo. Elas precisam ser escritas caprichosamente, colocadas em um envelope, enviadas, enfim, dão certo trabalho. Há mais carinho e atenção dispensados em uma carta, do que na fria internet.

Gosto de carinho. Muito mais do que aparento gostar. Sou tímida, por isso raramente me mostro. Em meu mundo só entra quem tiver suavidade e destreza. Sou um bicho arisco, misteriosa e de difícil convivência. Sei que não sou fácil. Por saber disso, amo ainda mais aqueles que estão sempre comigo.

As pessoas não se tocam mais. Confundem toque com algo que não é amizade. Relações precisam de troca de carinho. Não há necessidade de um envolvimento que não seja de amizade pra isso. Eu afago meus amigos, eles me fazem carinho e é sem segundas intenções. Ah, o abraço! Sou fã de abraço. É neles que noto a sinceridade. Da pra sentir a energia da outra pessoa durante o abraço. Funciona mais do que palavras. Nas horas felizes, são excelentes pra comemorar. Nas horas de tristeza, acalentam perfeitamente. Colo é melhor que palavras pra transmitir alívio. Viro a pessoa mais calma do mundo ao receber um cafuné, posso até dormir. Diria ainda que sonho acordada enquanto mechem em meus cabelos. Sonho acordada quando as pessoas mechem comigo.

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